FELIZ ANIVERSÁRIO BOTAFOGO!!!

106 ANOS DE GlÓRIAS!!!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Especial de Aniversário - 21 Ídolos mais Importantes - Ranking

Nesse aniversário, o Jornal do Botafogo resolveu homenagear o clube da estrela solitária de uma maneira especial. Como nesse ano fazemos 21 nos do fim do jejum de 21 anos sem título o JDB elaborou um ranking com os 21 ídolos mais importantes de toda a história do Botafogo. É lógico que esse ranking não tem a pretensão de ser definitivo. É apenas uma idéia de tentar classificar a importância dos ídolos do Botafogo que mais contribuíram para o que o clube possa fazer hoje 106 anos de vida. Uma história gloriosa, marcada por conquistas, superações, títulos e muitos ídolos. Espero que gostem. Você não tem idéia do quanto foi difícil, e da quantidade de jogadores que ficaram de fora. Fique a vontade para comentar. Grande Abraço a Todos e ao BOTAFOGO ----- FELIZ ANIVERSÁRIO!!!


21. Sandro (1999 a 2004)

Ao ser contratado pelo Botafogo, no ano de 1999, Sandro, aparentemente um zagueiro para compor elenco, certamente não tinha a dimensão de como sua passagem seria intensa pelo clube. Sandro viveu um dos períodos mais difíceis da história do Botafogo, mas mesmo assim, durante os anos, a torcida via nele uma espécie de extensão do grito na arquibancada! Sandro passou pelo vice-campeonato da Copa do Brasil em 1999, e por diversos Brasileiro em que a luta era para não cair. Em 2002, o fato trágico aconteceu.
No último jogo, Sandro que tinha sido expulso, ficou transtornado e quebrou uma porta do estádio Caio Martins, num chute de fúria! Jogou a Série B e de seus pés, saiu o 1° gol do redentor jogo contra o Marília. Em 2004 lutou até o fim para manter o time na 1° novamente.
Infelizmente Sandro não pegou um bom período do clube, mas sua garra interminável, sua raça e seus tiros em cobranças de falta conquistaram a torcida. Pode-se dizer que Sandro é símbolo do retorno do clube a 1° Divisão, lugar de onde nunca devia ter saído.
Numa situação muito bonita, alguns anos depois de ter saído do clube, questionado se gostaria de voltar a vestir a camisa alvinegra, Sandro respondeu que por mais que amasse a torcida, ele sabia que não tinha mais capacidade física de atuar no nível que um clube do tamanho do Botafogo merecia. Obrigado Sandro, sua dedicação nunca será esquecida.

20. Sergio Manoel (1994 a 1995/1998 a 2000/2006 )


Sergio Manoel foi um dos pilares do Botafogo campeão Brasileiro de 1995. Meia técnico e clássico, com visão de jogo e exímio cobrador de faltas. Surgiu no Santos, vindo das categorias de base e se dizia santista. Ao ser contratado pelo Botafogo logo se envolveu com a torcida e com o clube. Suas atuações pelo Botafogo em 1995 foram de tão alto nível que ele chegou a ser convocado para seleção brasileira 2 vezes.
Saiu em 1996 e não jogou a Libertadores, voltou em 1998 e cumpriu sua dinastia de ser campeão pelo clube, vencendo o Rio-São Paulo. Em 2006, depois de um bom campeonato carioca pelo Volta Redonda, foi contratado para ser opção do time no Campeonato Brasileiro. Infelizmente o corpo já não acompanha o que a cabeça mandava fazer. Sua volta foi mais pelo que representou, do que pelo futebol que apresentava no ano. E ele representou muito! Em 2009 foi atuar na filial do Botafogo do Rio, no Distrito Federal, Botafogo-DF levando o clube da segunda divisão local, a disputa das finais da primeira divisão, no ano seguinte.
Sergio Manoel sempre será lembrado como um símbolo do maravilhoso ano de 1995. Um jogador que não nasceu botafoguense, mas que aprendeu a amar o Botafogo e hoje em dia não tem medo de dizer: “Sou Alvinegro de Coração”.

19. Carvalho Leite (1930 a 1941)



Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite, ou simplesmente Carvalho Leite, foi talvez o primeiro grande ídolo do Botafogo. E sua vida esteve intensamente ligada ao clube, único que jogou como profissional.
Carvalho Leite subiu aos profissionais em 1930 e ganhou 5 dos seus primeiros 6 cariocas que disputou. Foi um dos líderes da conquista do tetra carioca de 1932/33/34/35, o único da história da competição. De estilo trombador e artilheiro, Carvalho Leite é até hoje o 2° maior artilheiro da história do clube com 237 gols em 326 jogos. Pela seleção, jogou as duas primeiras copas do mundo, e marcou 15 gols em 25 jogos pela seleção canarinho.
Infelizmente sua carreira teve um fim prematuro que não o impediu de continuar a serviço do glorioso. Em 1941, aos 29 anos, num jogo contra o Bonsucesso, sofreu uma falta que o tirou para sempre dos gramados. Mas isso não o afastou do clube. Formou-se em medicina e passou a trabalhar como médico do clube a partir de então. Por ser um dos principais artilheiro do clube, e um símbolo de dedicação no início do século passado, Carvalho Leite nunca será esquecido.

18. Gonçalves (1989 a 1990/1995 a 1997/1998)

Gonçalves foi um jogador que nasceu predestinado a ser uma estrela do Botafogo. No ano de 1989, quando havia subido das categorias de base do Flamengo, num clássico contra o Botafogo que terminou em 3x3, Gonçalves marcou um gol....contra. Jogando pelo Flamengo ele encobriu o goleiro do próprio time. Somente o destino para explicar tal lance. Um zagueiro com a qualidade técnica de Gonçalves jamais cometeria um erro infantil desse.
Em todas as suas passagens pelo clube, Gonçalves foi campeão. Bi-campeão carioca (1990 e 1997), Campeão Brasileiro (1995) e Torneio Rio – São Paulo (1998). Disputou 24 partidas pela seleção brasileira e participou da copa de 1998.
Sua característica sempre foi de qualidade na saída de bola, cobertura perfeita dos laterais, e desarme preciso. Atuando ao lado de Wilson Gottardo na conquista do Brasileirão de 1995, aprendeu a exercer a liderança que um capitão precisa. Sua experiência foi fundamental nas conquistas de 1997 e 1998.
Um episódio inesquecível foi quando na primeira partida da final do estadual de 1997, o atacante do Vasco, Edmundo, rebolou na sua frente numa tentativa de deboche. Mas como vingança é um prato que se come frio, no segundo jogo o Botafogo saiu vencedor e comandou a rebolada dos jogadores e da torcida alvinegra em frente as arquibancadas vascaínas. Um dos grandes zagueiros da história do clube.

17. Maurício (1986 a 1987/1989)
Maurício é a prova de que basta um gol, um segundo, apenas um toque para se tornar ídolo de um clube grande para a vida inteira. Ele poderia ter sido reserva, poderia ter se machucado, poderia ter jogado um jogo só. Nada no mundo iria apagar aquele momento épico na vida da torcida do Botafogo. No dia 21 de junho, aos 12 (21 ao contrário) do 2° tempo, Mazolinha , camisa 12, cruza para Maurício, camisa 9 (somando 21), quando o Maracanã marcava 21°. O Botafogo encerrava um jejum de 21 anos sem títulos. Um leve toque com a mão desloca Leonardo, e um leve toque na bola desloca para o gol.
Um momento que ficou pra historia e na cabeça de todo o torcedor. Como eu já disse, Maurício poderia não ter feito mais nada pelo Botafogo, nenhum outro gol. Mas um dos gols mais importantes da historia do clube que foi eleito o 12° maior do mundo pela Fifa, ele fez.
Por isso Maurício sempre será eternizado no Botafogo, como o homem que pôs fim a uma maldição e recolocou o glorioso como glorioso novamente. Obrigado Maurício , 21 vezes obrigado!!!

16. Paulo César Caju (1967 a 1972)
Paulo César Caju jogou nos quatro grandes do Rio de Janeiro, mas foi no Botafogo, onde foi revelado, que demonstrou todo seu futebol e que foi adorado pela torcida. Ponta esquerda habilidoso, inteligente e driblador. Caju se destacava não só pelo futebol, mas pelo comportamento “rebelde”. Roupas extravagantes, cabelo black power, e carrões!
Pela seleção foi tri-campeão do mundo em 1970. Pelo Botafogo foi campeão carioca em 1967 e fez parte do histórico time bicampeão de 1968. Ainda se tornaria campeão da Taça Brasil daquele ano.
Sua qualidade técnica foi tanta que até hoje dá declarações mostrando seu desapontamento com os rumos que o futebol tomou. Defensivo, pragmático, burocrático. Talvez seja porquê seu nível de comparação é muito alto, afinal nem todos tiveram a sorte de nascer com o talento e a personalidade do craque!

15. Wagner (1993 a 2001)
Wagner é daqueles goleiros que entram para historia de um clube pelas decisões.
Sempre houve quem criticasse o goleiro que veio do Bangu para o Botafogo. Mas nos grandes jogos, nas grandes partidas, Wagner sempre cresceu nos grandes jogos. Na final do brasileiro contra o Santos, teve uma atuação antológica.
As vezes parecia que o gol ficava pequeno, devido aos reflexos de Wagner. Carismático, foi conquistando a torcida no decorrer de seus 412 jogos. Esforçdo Wagner é um exemplo que com muito treino e dedicação pode-se melhorar na profissão. Começou como um goleiro inseguro de um time pequeno, e em 1995 foi eleito pela revista placar como melhor goleiro do campeonato brasileiro de 1995. Pelo Botafogo ganhou uma Comenbol em 1993, Brasileiro 1995, Teresa Herrera em 1996, Carioca de 1997 e Rio São Paulo de 1998.
Desde sua saída a posição de goleiro foi uma carência da torcida alvinegra, suprida somente no ano passado, quando o Botafogo contratou Jefferson, que foi inclusive treinador de goleiros do clube no ano de 2009 e no começo de 2010. Hoje em dia ele tem um quiosque na praia de Camboinhas em Niterói com diversas fotos de sua passagem pelo Botafogo e uma enorme bandeira tremulando que pode ser vista de qualquer ponto da praia. Um verdadeiro alvinegro.

14. Quarentinha (1954 a 1964)
O artilheiro que não sorria. Quando fazia seus gols (e foram muitos), o artilheiro não esboçava um pulo, sequer um sorriso. Não fazia mais do que sua obrigação, fora contratado pra fazer gols, e desses, fazia aos montes. Fez tantos que se tornou o maior artilheiro da história do Botafogo, com 308 gols.
No começo a torcida implicava com seu jeito frio de jogar, tanto que um dirigente o emprestou ao Bonsucesso por um período. Mas seus gols fizeram falta e ele logo retornou para o clube. Foi tri-campeão carioca de 1957/61/62 e do Rio – São Paulo de 19962. Três vezes seguidas artilheiro dos cariocas de 1958 a 1959 e maior artilheiro de uma edição do Rio – São Paulo com 36 gols.
Existe uma lei no futebol que, dentro da área, quem se desloca, recebe a jogada. Pois Quarentinha a seguia risca. Matador e frio, fez parte do time que tinha Garrincha, Didi e Nilton Santos. O maior artilheiro da historia do clube não poderia ficar de fora da lista dos maiores ídolos do Botafogo.

13. Zagallo (1958 a 1965)
Não existe nenhum outro lugar que o Mestre Mario Jorge Lobo Zagallo merecesse estar nesse ranking do que na 13° posição. Zagallo fez por onde estar nesta posição. Não apenas como jogador, mas também no comando técnico do clube, Zagallo marcou seu nome na história do clube.
Como jogador Zagallo era um ponta esquerda rápido que servia como arma nos contra-ataques. No Botafogou jogou ao lado de Garrincha, Didi e Nilton Santos. Foi bi-campeão carioca e do Rio São Paulo.
Como treinador foi bi-campeão carioca, e campeão da taça brasil. Na seleção brasileira sua participação é incontestável, e seu nome é sinónimo de brasil campeão do mundo.
Superstisioso como todo botafoguense, tem uma relação mística com o número 13. Zagallo foi um dos personagens mais ilustres da historia do clube, tanto pela personalidade, quanto pelo futebol.

Zagallo é Idolo (tem 13 letras!!!)

12. Mauro Galvão (1987 a 1990)


Um zagueiro com a qualidade técnica de Mauro Galvão só poderia ter tido uma passagem vitoriosa no Botafogo. Contratado em 1987 Mauro Galvão jogou MUITO no Botafogo. Suas atuações pelo clube foram tão boas que lhe valeram uma convocação para a seleção brasileira na copa de 1990.
Mauro sempre teve ares de liderança. Sua tranquilidade e categoria ajudaram o Botafogo a superar um dos momentos mais difíceis de sua história. Ele foi o comandante da zaga campeão do estadual de 1989, ao lado do também ídolo Wilson Gottardo, formando umas das duplas de zagas mais completas da história do clube.
No ano seguinte Mauro Galvão foi bi-campeão carioca e consolidou de vez seu nome na história do clube. O Botafogo tem a honra de ter abrigado um dos maiores zagueiros que já atuaram no futebol brasileiro.

11. Amarildo (1959 a 1962)


Para resumir a carreira do craque Amarildo, bastaria dizer que quando Rei Pelé se machucou na Copa de 1962, seu substituto foi Amarildo. E a torcida sequer sentiu falta. Não a toa tinha o apelido de “Possesso”, dado pela volúpia com que furava as defesas adversárias.
Amarildo por pouco não foi parar no Flamengo, dispensado pelo clube da Gávea, o então jogador do Botafogo Paulistinha foi atrás do craque para levá-lo para General Severiano. No primeiro treino foi aprovado por João Saldanha.
Fez com Garrincha, Didi, Quarentinha, Zagallo um dos maiores setores ofensivos da história do Clube. Fez 135 gols em 238 jogos, e bi-campeão carioca 1961/62 e Rio – São Paulo de 1962. Depois da passagem pelo Alvinegro foi para Itália, onde se tornou ídolo de Milan, Fiorentina e Roma.
Amarildo sempre foi um jogador diferenciado, e marcou seu nome tanto na história do Botafogo como na história da Seleção Brasileira.

10. Wilson Gottardo (1987 a 1990/1994 a 1996)


Onipresente. Se você é da geração que viveu intensamente o jejum de títulos, e viu a glória de 1989 e a consagração com o Brasileirão de 1995, você certamente tem muito a agradecer a esse cara.
Gottardo sempre teve personalidade forte, discutia com técnicos, juizes e até companheiros de time se precisasse. Além da personalidade sempre teve alma de capitão. Zagueiro firme, raçudo e seguro, formou duas duplas de zaga históricas do clube, sempre com zagueiros técnicos e que completavam seu futebol. Gottardo e Mauro Galvão em 1989 e Gottardo e Gonçalves em 1995 entraram para a memória do torcedor!
Se o clube retomou o caminho dos títulos no fim da década de 1980 e durante a década de 1990 muito disso se deve a presença do capitão Gottardo. Bi-campeão carioca de 1989/90, campeão brasileiro de 1995, vencedor da Taça Teresa Herrera (1996) e do Torneio Palma de Mallorca (1988). Disputou impressionantes 358 partidas com a camisa do Botafogo.
Na cabeça do torcedor sempre ficará o gol que marcou de cabeça na primeira partida da final do campeonato de 1995.

09. Mendonça (1976 a 1983)


A escalação doía no coração do torcedor alvinegro: Tuca, Puruca, Miltão... Mas sempre tinha uma esperança, havia aquele craque, aquele ídolo que fez com que a torcida não desistisse, que dava aquela ponta de esperança de que a vitória poderia sair. E esse craque era Mendonça. Numa época em que a torcida sofria com jogadores de qualidade duvidosa, Mendonça massageava o ego do torcedor.
O craque deu o azar de ter jogado pelo clube na época em que o Botafogo vivia dificuldades técnicas e financeiras. Nunca foi campeão, mas teve papel fundamental na história do clube por manter o crescimento da torcida numa época de escassez de ídolos e títulos.
Nesse período Mendonça foi o ídolo de muitos jovens e seus atuações de gala nos grandes clássicos o fizeram entrar para história. Num dos lances mais geniais da história do Maracanã, o craque Mendonça, dentro da área, de um elástico desconcertante no lateral Junior do Flamengo, e tocou na saída do goleiro Raul Plasmann. Gol que mereceu placa no estádio e entrou para história do Clássico. Quem viu Mendonça jogar nunca vai esquecer a importância que ele teve num período tão negro na história do clube.

08. Manga (1959 a 1968)


Manga simplesmente é o melhor goleiro da história do Botafogo. Só isso bastaria para colocá-lo entre os mais importantes ídolos do clube. Mas ele foi muito mais que isso. Foi Multi-Campeão.
Tetra-campeão carioca. Tri-campeão do Rio – São Paulo. Campeão da Taça Brasil. Além de dezenas de títulos internacionais pelo mundo a fora nas excursões do Botafogo. Manga é um goleiro que soube como ser campeão como poucos.
Um fato marcante de Manga era quando nos jogos contra o flamengo, dizia que já gastava por conta o dinheiro do bicho da vitória, afinal, a freguesia era certa. E ele tinha razão. Manga atuou 442 vezes pelo Botafogo e tomou 394 gols. Menos de 1 por jogo.
Até hoje Manga é visto como uma referência de goleiro no Brasil. E certamente um do melhores do futebol brasileiro. Com Manga o “Bicho é certo!!”


07. Gérson (1962 a 1970)


Gérson tinha uma perna esquerda mortal. Colocava a bola onde queria, com um lançamento de 40 metros colocava seus companheiros na cara do gol. Não a toa é conhecido como o “Canhotinha de Ouro”.
Gérson foi o líder do grande time do Botafogo do fim da década de 1968, que com a experiência dele, de Leônidas e Manga, além da juventude de Carolos Roberto, Jairzinho, Roberto Miranda entre outros. Para muitos Gérson foi o último grande lançador de que se tem notícia no futebol brasileiro. E um dos maiores meio campistas de todos os tempos!
Uma vez, enquanto era atleta do Flamengo, foi obrigado pelo seu técnico a fazer marcação em Garrincha. Uma vez para nunca mais na vida. Sequer viu a cor da bola e talvez por isso tenha vindo para o Botafogo!!
Gérson conquistou pelo alvinegro o bi-campeonato carioca de 1967/68, o Rio – São Paulo de 1966 e a Taça Brasil de 1968. Pela seleção foi um dos maestros do meio-campo da seleção brasileira que encantou o mundo na década de 1970.
Gerson representa bem o passado de ídolos do glorioso. Craque, vencedor, carismático e com grande sucesso na Seleção Brasileira. Com essas carecterísticas só poderia mesmo ter jogado no Botafogo.

06. Heleno de Freitas (1937 a 1948)

Talvez o primeiro grande craque “galã” de que se tem notícia no futebol brasileiro. Elegante, bem vestido, famoso entre as mulheres, temperamento explosivo e idolatrado pela torcida do Botafogo.
Heleno de Freitas não foi campeão, mas ajudou a formar a primeira grande geração de torcedores do Botafogo. Na sua estréia como profissional marcara 2 gols. Heleno tinha o temperamento tão explosivo que as torcidas adversárias, para provocá-lo, o chamavam de Gilda, nome de uma famosa personagem do cinema americano da época, que era muito geniosa. Heleno por diversas vezes pulou as arquibancadas dos estádios na intenção de bater em tais torcedores.
O temperamento de Heleno foi tão raivoso que ele acabou fazendo mal a sua própria saúde. Depois de se aposentar Heleno foi internado em um hospício em Minas Gerais. Relatos contam que vez por outra, Heleno aparecia de maleta e papel em branco em frente a saída do hospício dizendo que recebera carta do Botafogo chamando-o de volta.
Infelizmente Heleno morreu sem ser campeão pelo Botafogo, mas morreu amando o Botafogo, e a torcida do Botafogo a ele. Seus 204 gols jamais serão esquecidos.

05. Jairzinho (1962 a 1974/1981)

Jairzinho o “Furacão”. Não é a toa que esse era o apelido do craque. Jairzinho foi formado nas divisões de base no clube numa época que me que o Botafogo revelava craques como Paulo César Caju, Roberto Miranda, e etc.
Jair Ventura Filho era um atacante rápido, excelente driblador, valente, exímio cabeceador. Jairzinho é considerado por muitas pessoas da críticia especializada como um dos 10 maiores atacantes do futebol brasileiro em todos os tempos.
Jairzinho foi uma estrela de uma das décadas mais vitoriosas do clube, sendo bi-campeão carioca (1967/68), Bi-campeã do tornerio Rio – São Paulo (1964/66) e Taça Brasil de 1968. Jairzinho ainda participou do time do Botafogo vice-campeão do brasileiro de 1971.
Num dos jogos mais épicos da história do glorioso, em pleno no aniversário do rival Flamengo, num Maracanã lotado e dividido, Jairzinho marcou 3 gols na vitória de 6 a 0 sobre o rival flamengo, sendo um deles de letra. Jairzinho jogou no clube por mais de 10 anos, e retornou no fim da carreira, para uma temporada de despedida em 1981.
Como não poderia ser diferente no Botafogo, Jairzinho foi um dos grandes craques da história da seleção de brasileira e seu futebol vistoso e ofensivo encantou o mundo. Pela primeira vez, na Copa de1970, um atleta teria marcado gols em todos os 7 jogos da copa.
O grande Jairzinho sempre será lembrando como um dos grandes craques do glorioso. No jogo contra o Avaí, pelo Braisleirão, será inaugurada uma estátua em sua homenagem no estádio do Botafogo, Engenhão, ao lado de outros dois imortais: Garrincha e Nilton Santos.



04. Didi (1956 a 1958/1961 a 1962)

Didi é um jogador que nasceu abençoado pelos deus na arte de jogar futebol. Seus feitos e histórias são até hoje lembradas e reverenciadas pelos quatro cantos do mundo. Elegante e clássico jogando futebol, Mestre Didi foi apelidade pelo escritor Nelson Rodrigues como “Príncipe Etíope”.
Didi tem uma coleção de feitos: Foi o primeiro jogador a fazer um gol no Maracanã, palco de seus lançamentos perfeitos. Inventou um chute chamado “folha-seca”, em que a bola parece que vai para fora, mas de repente, cai dentro do gol, enganando a todos. Numa eleição da fifa foi escolhido como titular na seleção de melhores jogadores de todos os tempos.
E claro que um jogador desse nível só poderia ter tido o auge de sua carreira no Botafogo. Didi foi revelado pelo Fluminense. A diretoria lógicamente teve interesse no jogador, e os cartolas tricolores pediram alto. Cerca de 1,5 milhão de cruzeiros. Seria a contratação mais cara do futebol brasileiro na época, mas mesmo assim a diretoria atendeu. Vendeus dois jogadores para europa e com o dinheiro da transação concretizou o negócio em 1956.
Didi jogou pelo Botafogo e foi campeão de 1957 e cumpriu uma promessa que havia feito de ir, vestido com o uniforme do jogo, do Maracanã até General Severiano. Chegando lá colocou sua camisa na estátua do manequinho. Além desse título, venceu o carioca outras duas vezes: 1961/62. Além do Rio – São Paulo de 1962. Pela seleção foi bi-campeão mundial e eleito o melhor jogador da copa de 1958.
Didi sempre será um imortal na história do Botafogo e sua torcida sempre se sentirá orgulhosa de ter tido um jogador como ele. Gênio.



03. Túlio Maravilha (1994 e 1996/1998)


Túlio Maravilha nós gostamos de você. Túlio Maravilha, faz mais um par gente ver! Túlio é daquele tipo de jogador que marca uma geração. Durante a década de 1990 a torcida do Botafogo reverteu um processo de declínio e se multiplicou graças ao talento, a irreverência e ao faro de artilheiro de Túlio Maravilha. A “geração Túlio” se formou durante sua primeira pessagem, meteórica e somente de altos, sem nenhum baixo.
Túlio, que já havia sido artilheiro do campeonato brasileiro pelo Goiás em 1989 (ano mágico no clube). Estava esquecido na Suíça, até que foi trazido pelo presidente Montenegro em 1994. No primeiro jogo treino fez dois gols e decretou: “Serei o artilheiro do campeonato carioca”. Não apenas cumpriu como ainda fez um bônus: Se tornou novamente artilheiro do Brasileirão.
Disputou no ano de 1995 a coroa de “Rei do Rio” com Renato Gaucho e Romário. Não há duvidas de quem venceu. Túlio foi campeão e artilheiro do Brasileirão de 1995, marcando gols em quase todos os jogos. Ali começou a idolatria que transformou Túlio num dos grandes ídolos do Botafogo de todos os tempos.
Falastrão e marketeiro, Túlio sempre prometeu gols, e cumpriu! Num episódio histórico, num classico contra o flamengo, Túlio havia prometido 1 gol, e Romário 2. No fim das contas o Botafogo marcou 3 gols no jogo e romário, nenhum. Ao ser questionado sobre o fato por um repórter selou: “ Pois é , eu fiz o meu, e os dois do romário...”.
Túlio ainda ficou para disputar a Libertadores de 1996. O resultado não foi o esperado, principalmente porque o time campeão do ano anterior teria sido quase todo vendido. Mesmo assim Túlio mais uma vez marcou epoca, ao receber uma bola em cima da linha, virar de costar e tocar de calcanhar para o gol. Túlio ainda voltaria para o Botafogo em 2008 para mais uma vez ser campeão, do Rio – São Paulo.
Na seleção tulio foi um injustiçado. Marcou diversos gols, inclusive um antológico, contra a Argentina, ajeitando com a mão, a “mão de deus”.
Pessoalmente, este que vos escreve é suspeito para falar de Túlio. Venho de uma família onde só existe um botafoguense, que sou eu mesmo. E se tive essa benção agradeço ao Túlio. Assim como eu, tenho certeza que existem vários. Túlio tinha uma calma impressionante dentro da área, um chute matador e colocação precisa. Ele é certamente o maior ídolo do clube neste século e por isso é certamente um dos grandes heróis do Botafogo de todos os tempos.



02. Garrincha (1953 a 1965)



Manoel Francisco dos Santos. Botafoguense. Gênio. Craque. Mito. Garrincha poderia ser resumido em cada uma dessas palavras citadas anteriormente. Eleito pela Fifa o maior ponta-direito da história, e com certeza o craque mais irreverente e carismático que o Brasil já produziu. Se o Botafogo tem a imagem que tem hoje, tem o nome que tem hoje, o reconhecimento que tem hoje, grande parte se deve ao Anjo das Pernas Tortas.
O maior driblador do futebol mundial foi uma personalidade que marcou para sempre a trajetória do Botafogo. Se o Botafogo é o gigante que é hoje, eleito o 12° maior clube do século XX pela Fifa, isso deve-se a imagem que Garrincha proporcinou do clube ao mundo.
O Mané era um craque que conseguiu ser amado não sómente pelo torcedor botafoguense, mas por todo torcedor brasileiro. Ele é um patrimônio mundial e do Botafogo.
Com suas pernas tortas e uma habilidade monstruosa, Garrincha levou o torcedor do Botafogo ao delírio com seus gols (muitos) e dribles (muitíssimos). O próprio mestre Didi dizia que, se fosse necessário segurar o jogo, tocava para mané que ele garantia o resultado. Pelo Botafogo foi tri-campeão carioca (1957/61/62) e bi-campeão do Rio – São Paulo.
Quando foi fazer sua peneira no Botafogo, na primeira jogada, deu uma caneta no já então craque Nilton Santos. No fim da atividade, o lateral exigiu a contratação de Mané pois “não queria ter que enfrentá-lo.” Surgiu ali uma grande amizade, com Nilton Santos apoiando Mané em todos os momentos, inclusive nos seus períodos de vida mais difíceis, quando entregue ao alcoolismo. Entretanto nem com a ajuda do amigo conseguiu superar a doença e morreu novo, aos 50 anos. Mas a vida de Garrincha não foi de tristeza, e sim de alegria. Não era conhecido como “A Alegria do Povo” a toa.
Pela seleção Garrincha foi bi-campeão mundial e craque da copa de 1962. Garrincha deixou um legado impressionante de 244 gols em 208 partidas. Média de mais de um por jogo!
Garrincha é um imortal não só para o torcedor botafoguense, mas para o torcedor brasileiro. Garrincha genial e ídolo.

01. Nilton Santos (1948 a 1964)

Ele é o Botafogo, e o Botafogo é ele. Uma vida de dedicação, amor e profissionalismo ao clube. Foram 17 anos carreira dedicados a um só clube. Não existe carinho maior que esse. Nilton Santos chegou ao status em que não é só considerado um ídolo, mas alguem da sua família, como aquele avô que você ama, e quer tomar conta para que nada de mal lhe aconteça.
Mas adoração tem justificativa: estamos simplesmente de um cara que revolucionou a maneira de se jogar futebol. Se hoje os jogadores de defesa tem liberdade para subir ao ataque, agradeçam ao mestre Nílton. Simplesmente o maior lateral-esquerdo de todos os tempos. E se não bastasse quando o físico nao deixava mais apoiar como era acostumado, foi jogar na quarta-zaga e deu aula.Não é por menos que Nilton Santos é conhecido simplesmente como a “Enciclopédia do Futebol”. Jogador fino, elegante, e muito inteligente.
Jogou 718 vezes pelo Botafogo. Ganhou 8 torneios oficiais pelo Botafogo (entre eles 4 cariocas e dois Rio-São Paulo) e 8 internacionais, entre os quais o tradicional torneio de Paris. Pela seleçãi disputou 4 copas, ganhando 2.
Não há nada que eu possa vir a dizer sobre o Mestre Nilton Santos que não tenha sito dito antes. Ele é um monumento do Botafogo. Um ícone. Se por acaso ele não tivesse jogado no clube, a historia do Botafogo teria sido totalmente diferente.
Para definir Nilton Santos, eleito então o ídolo mais importante da história do Botafogo, eu recorro a Armando Nogueira, outro gênio das palavras: “ Nílton não era um jogador de futebol, mas sim uma exclamação!!”
OBRIGADO MESTRE. Sempre onde o Botafogo for exaltado o seu nome será lembrado.

7 comentários:

  1. Eu colocaria Paulinho Criciúma! Herói de 89! Se não fosse ver esse cara jogando pelo Fogão durante a minha infância, eu certamente não seria Botafogo.

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  2. Belo Trabalho! Parabéns! =)
    Retrata bem a história do clube!

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  3. Fantastico!!! Parabens pelo Post!!! e Parabens Botafogo 106

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  4. Excepcional trabalho. Parabéns pelo post. Vou repassar aos amigos botafoguenses aqui em Fortaleza.

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  5. Roberta Tatarin13/08/2010, 15:15

    Primeiramente parabéns pela postagem. Me emocionei lendo e relembrando os grandes ídolos desse grande time. Assim como você, e como muitos, sou "geração Túlio Maravilha", e conforme ia lendo o que você escreveu sobre esse fantástico fanfarrão, vinha passando um filme na minha cabeça, onde eu com 12 anos começava a me apaixonar por esse clube glorioso! Grande Túlio, Grande Botafogo!
    Abraços.

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  6. Obrigado a todos que comentaram!! O Botafogo é realmente grandioso!!!

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  7. Rodrigo Mota18/08/2010, 14:01

    Simplesmente sensacional o post!
    De fato me emocionei lendo diversas descrições, principalemnte dos jogadores que pude presenciar jogando. O botafogo é conehcido como glorioso não é a toa, do mesmo jeito que você elencou 21 grandes nomes da história do clube, poderiamos facilmente elencar mais 21 que tbm marcaram seus nomes!

    Acho que todos os botafoguenses deveriam ler esse tópico e se orgulhar de ter como paixão o clube da estrela solitária!

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